Ponto de Vó




Vó é com a gente chama as pessoas de Nanã nos candomblés tradicionais da Bahia. O gesto carinhoso se relaciona ao fato deste orixá ser considerado um dos mais velhos dentro do panteão da cosmogonia Iorubá. Também senhora da vida e da morte, Nanã que habita na lama, agracia suas crias com traços do seu legado - a sabedoria e o capricho de uma Vó.


Não por acaso, uma das responsáveis por manter a tradição da Barafunda, um bordado de origem africana feito á mão, ponto a ponto com tecidos desfiados é uma pessoa de Nanã, Egbomy Fernanda Coelho, do Terreiro Axé Opô Afonjá, a comunidade religiosa que tem como mentora Mãe Stella de Oxossí.


Contam os antigos que a Barafunda nasce da necessidade que as mulheres negras escravizadas tinham de restaurar roupas rasgadas. Na escassez de recursos para comprar novos tecidos estas mulheres transformavam um buraco em ponto de flores, bainha aberta, crivo, asa de mosca e outras tantas teceduras fantásticas.


Atualmente é muito difícil encontrar pessoas que costure Barafunda, e, por isso, para manter viva a tradição, Egbomy Fernanda oferece curso gratuito desta arte de transformar o que poderia ser um trapo em bordado. Jovens entre 19 e 29 anos interessados no curso podem procura -la no Terreiro Axé Opô Afonjá. O curso é gratuito e os/as participantes receberão transporte, lanche e certificado. Veja os  contatos abaixo:


www.africapontoaponto.blogspot.com
Telefone  -  9326.1744/8537.5311 e 8827.6476 ( Fernanda a professora)
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About Sueide Kintê

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